O reciclador Ivan Rogério da Silva, 47 anos, contou que não conseguiu resistir ao desespero dos animais e voltou para soltar aves e porcos que estavam confinados perto dos galpões atingidos. Ainda assim, muitos sofreram queimaduras graves e alguns morreram.
Os danos às famílias também foi difícil de quantificar e, quanto mais, reparar. Quem perdeu o sustento, estava inconsolável. Cleuza dos Santos Carneiro, 43 anos, relatou que a família toda dependia da separação de garrafas PET, latinhas de alumínio, papelão e outros objetos descartados. “Meu marido e eu, meu filho e minha nora, meus netos. Perdemos o pouco que a gente tinha para se manter. E agora?”, questionava.
Ao menos quatro galpões ficaram completamente destruidos pelo incêndio que se alastrou rapidamente. A primeira viatura a chegar para o combate às chamas sofreu uma pane por conta do calor e acabou parcialmente incendiada. A parte dianteira esquerda foi danificada e o motorista, na tentativa de tirar o veículo da área sob fogo, acabou passando mal.