Os médicos do Samu alegaram que só poderiam prestar o socorro se a pessoa que liga fosse o próprio enfermo ou alguém do lado dele, para dar detalhes da situação. O responsável técnico pelo Samu em Porto Alegre, Jader Gus, avaliou que a negativa foi correta. Segundo ele, a exigência é necessária para que os médicos tenham o maior número de detalhes possíveis sobre o caso.
A ligação para o Samu ocorreu por volta das 11h e a jovem chegou no Hospital de Pronto Socorro (HPS), levada por amigos, só por volta das 15h. No mesmo dia, ela foi transferida para o Hospital Dom Vicente Scherer. Segundo uma vizinha da jovem no bairro Cidade Baixa, a estudante morava sozinha em um apartamento.
Protesto e doação de órgãos
Após a constatação de morte cerebral, a família autorizou a doação dos órgãos da jovem. Foi possível o transplante de fígado, rins, pâncreas, válvulas do coração e das córneas.
Na terça, cerca de 50 alunos do curso de Enfermagem do Centro Universitário Metodista do Sul (IPA) realizaram um protesto em frente ao HPS. Os estudantes se postaram em frente às ambulâncias do Samu, denunciando a falta da prestação do serviço. O pai de Gabriela, Bernardo Franciscatto, afirmou que a família estuda a possibilidade de processar o município de Porto Alegre.