A casa dela pegou fogo na manhã de 19 de setembro, na rua Geraldo José Almeida, bairro Oeste. Outras duas casas vizinhas foram atingidas. Angelina conseguiu resgatar o filho Antônio em meio às chamas. O menino não sofreu ferimentos graves e está com familiares. Ela teve queimaduras nas vias respiratórias e, principalmente, nas costas e no rosto.
O caso é um dos investigados por sindicância aberta pelo Conselho Regional de Medicina do RS (Cremers). O outro, também na região Metropolitana, envolve a morte do morador de Viamão, Davi Oliveira Gonçalves, de 78 anos. Ele faleceu há cerca de três semanas no hospital do município após esperar 16 dias por um leito cirurgico. A vítima sofreu um AVC hemorrágico e necessitava de uma neurocirurgia, mas não conseguiu leito.
O presidente do Cremers, Fernando Matos, afirmou que ambos os casos se enquadram no sistema de vaga zero, quando o gestor é obrigado a garantir o atendimento de pacientes com quadros de urgência, comprando leitos SUS ou particulares, se necessário. O objetivo do conselho é saber onde ocorreu a falha. Conforme o presidente, os hospitais envolvidos já prestaram esclarecimentos. As secretarias da Saúde do Estado e de Porto Alegre ainda não se manifestaram. Ele estima que em até duas semanas possa concluir a sindicância.