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Morre o jornalista Flávio Alcaraz Gomes

Velório está marcado para esta tarde no Crematório Metropolitano

Em 2007 lançou o livro Eu Vi, Itinerários de um Repórter que relata suas experiências como repórter em grandes coberturas
Em 2007 lançou o livro Eu Vi, Itinerários de um Repórter que relata suas experiências como repórter em grandes coberturas Foto : Antônio Sobral / CP Memória
Aos 83 anos, morreu o jornalista Flávio Alcaraz Gomes, por volta das 9h30min desta terça-feira, em sua casa em Porto Alegre. Ele havia sido internado no Hospital Moinhos de Vento neste ano por causa de uma pneumonia. O velório está previsto para começar às 16h no Crematório Metropolitano e a cerimônica de cremação está marada para as 11h desta quarta-feira.
 
Ele ajudou a fundar a Rádio Guaíba e comandou o programa Guerrilheiros da Notícia na emissora. Alcaraz ainda apresentou os programas Fórum e Guerrilheiros da Notícia na antiga TV Guaíba. Até setembro de 2007, o jornalista tinha uma coluna diária no Correio do Povo. Atualmente, apresentava o programa Guerrilheiros da Notícia na TV Pampa.

Alcaraz contou em uma entrevista à Rádio Guaíba, em novembro de 1974, como encarava a profissão: “Eu tenho uma filosofia e método de análise jornalistica dos quais nunca abrirei mão. Sou um profissional de opinião. Se isso desagradar a alguns, ou a muitos, paciência. Eu prefiro permanecer honesto com a minha consciência a bancar o bonzinho ao água morna. Eu, como repórter, procuro ser como um fotógrafo. Retratar a realidade e transmiti-la intacta e às vezes com a sua interpretação”.


Em 2001 o jornalista ganhou o Prêmio Press. | Paulo Nunes / CP Memória

Biografia


Flávio Alcaraz Gomes nasceu em Porto Alegre, em 25 de maio de 1927. Seu avô, Joaquim Alcaraz, foi um dos primeiros diretores do jornal Correio do Povo.  Depois de ter concluído o curso de Direito em 1949, foi estudar na Sorbonne, em Paris, entre 1950 e 1952.

Ao voltar para Porto Alegre, começou a trabalhar como repórter de polícia do jornal Folha da Tarde, jornal vespertino da Companhia Jornalística Caldas Júnior. Como repórter, atuou na Copa do Mundo de 1958 e na Copa do Mundo de 1970. Cobriu o sequestro pelos tupamaros do cônsul do Brasil no Uruguai. Também atuou na Guerra do Vietnã como correspondente no Oriente Médio e Europa.

Os livros escritos por ele foram “Diários de um Repórter”, “Eu Vi! Itinerários de um repórter”, “Morrer por Israel”, “Um Repórter na China”, “Transamazônica - A redescoberta do Brasil”, “A rebelião dos jovens” e “Prisioneiro 30.310”.

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