Todas as regiões do país tiveram taxas reduzidas. A maior diminuição foi constatada no Sul do país (14,6%), seguida por Sudeste (14,3%). A região Centro-Oeste apresentou redução de 9,6%, enquanto as regiões Nordeste e Norte, apresentaram queda de 9,1% e 6,8%, respectivamente. “Essa redução mostra que o país tem qualificado assistência à mulher, mas também demonstra que temos de continuar priorizando as causas dos óbitos das mulheres, como o câncer de mama”, avaliou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Entre as principais causas de mortalidade feminina estão as doenças do aparelho circulatório, como Acidente Vascular Cerebral (AVC) e o infarto, que aparecem em primeiro lugar representando 34,2%. Porém, elas apresentaram redução no período de 2000 a 2010. A ocorrência de AVC em mulheres caiu de 43,87 em 2000, para 34,99 em 2010. Já as doenças isquêmicas do coração, como o infarto, também tiveram a taxa reduzida de 34,85 para 30,04. Esses problemas são agravados por falta de exercícios físicos e uma alimentação rica em gordura saturada, que aumenta os níveis de colesterol e hipertensão.
As neoplasias representam a segunda maior proporção de óbitos em mulheres em 2010, no total de 18,3%. O câncer de mama tem o maior índice (2,8%), depois o câncer de pulmão (1,8%) e câncer do colo do útero (1,1%). Na faixa etária a partir dos 30 anos, as doenças do aparelho circulatório e neoplasias se confirmaram como as causas mais frequentes de óbitos. Já nos menores de 10 anos predominaram as afecções perinatais, e entre mulheres de 10 a 29 anos de idade, as causas externas, como, por exemplo, acidentes e agressões.
Mortalidade materna cai 50% nos últimos 20 anos
O estudo do Ministério da Saúde ainda revela um novo perfil da população feminina, apontando para envelhecimento. Entre 2000 a 2010, a taxa de fecundidade geral no Brasil caiu de 2,38 para 1,9 filhos por mulher, valor inferior ao chamado nível de reposição que é de 2,1 filhos por mulher.
Em 2010, a esperança de vida das mulheres era de 77,32 anos, enquanto a dos homens era de 69,73 anos, o que corresponde a uma diferença de mais de sete anos. Além disso, o índice da mortalidade materna caiu 50% nos últimos 20 anos (1990 a 2010), chegando a 68 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos