Deslizamentos de toneladas de terra, quedas de pedras gigantescas e enxurradas de lama comparadas a tsunamis tomaram bairros inteiros e inundaram prédios em segundos, em um cenário semelhante ao provocado pelo furacão Katrina, que em 2005 devastou a cidade americana de Nova Orleans, nos Estados Unidos.
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As prefeituras dos três municípios atingidos dizem que o número de vítimas pode subir, pois equipes de resgate têm dificuldade de chegar aos locais dos desmoronamentos. Faltam água, energia elétrica e telefone. Pelo menos três estradas que cortam a região precisaram ser interditadas parcialmente, o que atrapalhou ainda mais o trabalho de bombeiros e agentes da Defesa Civil. Famílias inteiras morreram com a força da enchente ou dos deslizamentos.
Nova Friburgo receberá hospitais de campanha
A Secretaria da Casa Civil do Estado do Rio informou na quarta-feira que na sexta será instalado em Nova Friburgo, uma das cidades serranas atingidas pelos deslizamentos de terra, um hospital de campanha solicitado à Marinha pelo governador Sérgio Cabral.
Desde a noite de ontem, a Secretaria de Saúde e Defesa Civil estaduais estão montando também em Teresópolis outro hospital de campanha. Também atendendo ao pedido do governo do Estado, a Petrobras enviará, hoje, helicópteros que serão utilizados em operações de busca nas áreas rurais e de difícil acesso em Nova Friburgo.
Ainda hoje, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) enviará caminhões-pipa aos municípios de Teresópolis e Nova Friburgo para o auxílio imediato no abastecimento de água à população.
Dilma libera R$ 780 milhões para ajudar na catástrofe
A presidente Dilma Rousseff assinou na quarta-feira medida provisória liberando R$ 700 milhões para o Ministério da Integração Nacional, a serem usados pela Defesa Civil, e R$ 80 milhões para o Ministério dos Transportes, para reconstrução de rodovias. Os recursos deverão ser usados para sanar problemas causados por desastres, como a catástrofe no Rio. Foi a primeira tragédia da gestão Dilma.
Sem dinheiro no Orçamento da União para resposta a desastres, a Integração Nacional pediu o crédito extraordinário de R$ 700 milhões. De acordo com a pasta, R$ 100 milhões serão destinados à prevenção. O programa começou o ano com menos de um terço da previsão inicial de gastos autorizada em 2010: R$ 137,5 milhões. Sem autorização para gastar na lei orçamentária de 2011, o programa de resposta a desastres deve ficar com R$ 600 milhões.
O pedido de crédito extraordinário ocorre no momento em que o governo Dilma analisa cortes bilionários no Orçamento da União. O valor solicitado supera a metade dos gastos previstos neste ano com a mais importante obra da Integração Nacional, a transposição do Rio São Francisco.