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Mortos por chuvas no Rio passam de 270

Deslizamentos de toneladas de terra ocorreram em Teresópolis, Nova Friburgo e Petrópolis

Estradas ficaram inutilizadas com a grande quantidade de lama e água
Estradas ficaram inutilizadas com a grande quantidade de lama e água Foto : Vanderlei Almeida / AFP
Foi a maior catástrofe natural desde 1967 em um só dia no Brasil. Em poucas horas, um temporal na madrugada matou pelo menos 271 pessoas em três municípios da região serrana do Rio. Até as 23h45min, haviam sido encontrados 130 corpos em Teresópolis, 107 em Nova Friburgo e 34 em Petrópolis.

Deslizamentos de toneladas de terra, quedas de pedras gigantescas e enxurradas de lama comparadas a tsunamis tomaram bairros inteiros e inundaram prédios em segundos, em um cenário semelhante ao provocado pelo furacão Katrina, que em 2005 devastou a cidade americana de Nova Orleans, nos Estados Unidos.

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As prefeituras dos três municípios atingidos dizem que o número de vítimas pode subir, pois equipes de resgate têm dificuldade de chegar aos locais dos desmoronamentos. Faltam água, energia elétrica e telefone. Pelo menos três estradas que cortam a região precisaram ser interditadas parcialmente, o que atrapalhou ainda mais o trabalho de bombeiros e agentes da Defesa Civil. Famílias inteiras morreram com a força da enchente ou dos deslizamentos.

Nova Friburgo receberá hospitais de campanha

A Secretaria da Casa Civil do Estado do Rio informou na quarta-feira que na sexta será instalado em Nova Friburgo, uma das cidades serranas atingidas pelos deslizamentos de terra, um hospital de campanha solicitado à Marinha pelo governador Sérgio Cabral.

Desde a noite de ontem, a Secretaria de Saúde e Defesa Civil estaduais estão montando também em Teresópolis outro hospital de campanha. Também atendendo ao pedido do governo do Estado, a Petrobras enviará, hoje, helicópteros que serão utilizados em operações de busca nas áreas rurais e de difícil acesso em Nova Friburgo.

Ainda hoje, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) enviará caminhões-pipa aos municípios de Teresópolis e Nova Friburgo para o auxílio imediato no abastecimento de água à população.

Dilma libera R$ 780 milhões para ajudar na catástrofe

A presidente Dilma Rousseff assinou na quarta-feira medida provisória liberando R$ 700 milhões para o Ministério da Integração Nacional, a serem usados pela Defesa Civil, e R$ 80 milhões para o Ministério dos Transportes, para reconstrução de rodovias. Os recursos deverão ser usados para sanar problemas causados por desastres, como a catástrofe no Rio. Foi a primeira tragédia da gestão Dilma.

Sem dinheiro no Orçamento da União para resposta a desastres, a Integração Nacional pediu o crédito extraordinário de R$ 700 milhões. De acordo com a pasta, R$ 100 milhões serão destinados à prevenção. O programa começou o ano com menos de um terço da previsão inicial de gastos autorizada em 2010: R$ 137,5 milhões. Sem autorização para gastar na lei orçamentária de 2011, o programa de resposta a desastres deve ficar com R$ 600 milhões.

O pedido de crédito extraordinário ocorre no momento em que o governo Dilma analisa cortes bilionários no Orçamento da União. O valor solicitado supera a metade dos gastos previstos neste ano com a mais importante obra da Integração Nacional, a transposição do Rio São Francisco.


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