A capital russa, tomada desde o começo do mês por uma onda de calor sem precedentes, registrou nesta quinta-feira uma temperatura recorde de 38,2 graus, às 16h, anunciou o serviço meteorológico. Trata-se de um novo recorde absoluto desde o começo dos registros de temperatura na Rússia há 160 anos.
A onda de calor sem precedentes na Rússia e a fumaça causada por incêndios em turfeiras na região vem acompanhada de um aumento da poluição em Moscou, que ultrapassou na quarta-feira dez vezes o nível normal, segundo o observatório da qualidade do ar na capital russa.
Devido ao calor extremo e à poluição, o chefe dos serviços de saúde russos, Guennadi Onichtchenko, aconselha as pessoas a "ficarem em casa e diminuir os esforços físicos", uma recomendação dirigida, particularmente, aos mais idosos e às crianças.
Desde o começo de julho, 576 hectares de vegetação pegaram fogo na região de Moscou, segundo o funcionário do ministério de Situações de Emergência, Evgueni Sekirine, citado pela agência Interfax. Aviões do ministério estão tentando conter o fogo, com o lançamento de água nos locais mais críticos.
As autoridades estão tentando, também, inundar antigos pântanos onde se localiza a turfa - matéria esponjosa, mais ou menos escura, constituída de restos vegetais em variados graus de decomposição, e que se forma dentro da água, em lugares pantanosos, onde é escasso o oxigênio.
É muito frequente nas regiões de temperatura mais baixa, onde procede maciçamente de musgos do gênero Sphagum. A turfa retém grande quantidade de água e forma um meio ácido e pobre. A canícula e a seca na Rússia provocam incêndios florestais, o que levou a evacuação, nesta quinta, de sete acampamentos de férias para crianças na região de Voronej, a cerca de 590 quilômetros ao sul de Moscou. A imprensa russa informa sobre aldeias inteiras devastadas pelo fogo em diferentes regiões do país.
Moscou bate recordes de temperatura
Termômetros marcaram 38,2ºC às 16h desta quinta-feira