Pelo menos 500 motociclistas devem protestar, nas ruas de Porto Alegre, nesta sexta-feira, contra adaptações determinadas pela resolução 350 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). De acordo com o presidente do Sindicato dos Motociclistas Profissionais, Valter Pereira, a categoria pede gratuidade no curso obrigatório de adequação de 30 horas, que hoje custa R$ 170, além de mais vagas de estacionamento na área central, transporte de caronas em motos com placas da cor cinza e a não exigência de antenas corta-pipa.
Segundo Pereira, os manifestantes sairão às 7h do Sitio do Laçador, na zona Norte em direção ao Paço Municipal, no Centro de Porto Alegre, onde o grupo espera ser recebido pelo prefeito José Fortunati e pelo diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari. “Há poucas vagas para motociclista e nem todos têm condições de ter duas motos, uma para uso pessoal e outra com placa vermelha para transporte. Outro ponto é necessidade de antenas corta-pipa. No Estado não temos a cultura de soltar pandorga, logo é dispensável essa medida”, assinalou.
Conforme o presidente , outro ponto a ser abordado é o alto custo para qualificar os 350 mil profissionais gaúchos que devem passar pelo curso até o dia 4 de agosto. Segundo ele, enquanto outros estados ofereceram gratuidade, no Rio Grande do Sul essa hipótese não foi apresentada à categoria. “Como não dará tempo de todos passarem pelo curso, ao menos já acertamos com a EPTC, em Porto Alegre, que quem tiver o protocolo de matricula não será multado”, disse.
O motociclista que descumprir a resolução fica sujeito a multa de R$ 191,54, podendo ter inclusive o veículo e a mercadoria apreendidos.
Motociclistas profissionais farão protesto nesta sexta em Porto Alegre
Categoria pede gratuidade no curso de adaptação às regras do Contran