Segundo seu relato, o coletivo teria ficado escondido por um prédio na esquina do cruzamento entre a avenida Coronel Sarmento e a rua Coronel Fonseca."Ele admitiu que apenas reduziu, sem parar", explicou Spier. "chegou em uma avenida com cruzamento no qual não tinha preferencial, com uma placa de pare. Ali é perigoso, com fluxo de ônibus e pedestres", salientou.
De acordo com a Brigada Militar, oito pessoas foram atropeladas e duas morreram em razão dos ferimentos. Marilda Gomes Goulart, de 62 anos, com fratura em uma das pernas, foi internada na Unidade de Tratamento Intensivo, em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no início da noite.
Grávida de seis meses, Rúbia Beatriz Oliveira Oltz, foi a primeira a ter o óbito confirmado. Uma equipe médica ainda tentou salvar o feto em uma cesariana de emergência, mas não teve êxito. Elisete da Silva, Francisco Carlos Fabris e João Victor Oltz, de três anos; Fábio Maciel, Isadora Lemos e Fabiana Barcelos da Silva, grávida de cinco meses, sobreviveram ao acidente.
O acidente
No início da noite, morreram no Hospital Dom João Becker, em Gravataí, duas das 10 pessoas vítimas do acidente envolvendo um carro-forte e um ônibus, no Centro de Gravataí. Conforme informação da diretora administrativa do Hospital, Ângela Fragoso, morreram Marilda Gomes Goulart, 63 anos, e Rúbia Beatriz Oliveira Oltz, 18 anos e grávida de seis meses.
Marilda chegou ao hospital com vida e com fratura exposta nas pernas. Ela sofreu uma parada cardíaca quando era medicada. No caso de Rúbia, os médicos fizeram um esforço para garantir a vida dela e da criança, a partir de uma cesariana feita às pressas. Não houve êxito em nenhuma das situações.
Também foram atingidos Elisete da Silva, Francisco Carlos Fabris, Fábio Maciel, Fabiana Barcelos, Isadora Pereira e João Victor Oltz. Desta relação, apenas João Victor, de apenas 3 anos de idade e filho de Rúbia, ficou internado em observação. Ele sofreu um corte na cabeça mas não corre risco de morrer. Os demais foram atendidos e liberados.
Inácia Assis dos Santos, 67 anos, e a neta dela, Pâmela Della Maria Pinto, 17, estavam dentro do ônibus no momento do acidente. As duas vítimas contaram que estavam em bancos perto da área do cobrador, bem próximo da lateral esquerda do ônibus atingida pelo carro forte. Inácia contou que se segurava em um ferro e, com a colisão, acabou caindo no corredor do veículo, sofrendo ferimentos nas costas. A adolescente foi arremessada contra a rotela e feriu o ombro esquerdo. Elas saíram do hospital depois das 22h. "O susto foi maior do que as dores", concluiram as duas.