Motoristas desesperados por encontrar combustível na Capital formaram longas filas desde a manhã desta sexta-feira. No local, a Brigada Militar reforçou policiamento para evitar confusão e fura-filas. Mais cedo, houve problemas com motociclistas que tentaram furar as filas organizadas pelo posto. Com isso, a direção decidiu oferecer fichas para a chamada de motociclistas.
Gerente do posto, Hércules da Rosa Ropke explica que a ideia de limitar em R$ 100 o abastecimento por carro é atender o maior número de clientes. Com isso, o combustível disponível na unidade pode atender até 5 mil pessoas, com média de 20 litros por cliente. Conforme Rosa, a procura por combustíveis se intensificou desde quarta-feira. À noite, filas de carros e motos se estendem por pelo menos 3 quilômetros.
Ropke explica que a rede possuía estoque em função da expectativa de alta do dólar. "Há duas semanas esperávamos pelo aumento do dólar, por isso temos bastante combustível estocado. Dos 23 postos da rede, apenas este tem combustível", ressalta. Para garatir o atendimento durante 24 horas, o posto conta com ao menos 25 funcionários que se revezam no nas bombas.
Na avenida do Forte, na zona Norte, clientes esperam até 12 horas para abastecer. Brigada Militar reforçou policiamento para evitar confusão e fura-filas. Mais cedo, houve problemas motociclistas que tentaram evitar organização do posto. @correio_dopovo pic.twitter.com/RC8M95KIwT
— Felipe B. Samuel (@felipe_samuel) 26 de maio de 2018
Luis Carlos Marques, que trabalha em uma imobiliária em frente ao posto, está desde 10h15min na fila para abastecer o tanque de sua moto. “Só preciso de 12 litros para encher o tanque e andar toda semana que vem”, afirma. Desde 10h20min na fila para abastecer, Hércules Antonio diz que vale a pena o sacrifício para colocar apenas R$ 100 de gasolina: “Não tem como se deslocar hoje em dia sem combustível. Passei o dia inteiro dentro do carro. Comecei lá na Protásio Alves”.