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Motos adulteradas aumentam os riscos

Moda atual é encurtar o guidão para facilitar passagem entre os carros

Moda atual é encurtar o guidão para facilitar passagem entre os carros
Moda atual é encurtar o guidão para facilitar passagem entre os carros Foto : Vinícius Roratto
 Em busca de facilidade para passar junto aos carros, motoqueiros têm realizado adulterações nos veículos. Além de ser uma irregularidade diante das normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), eles colocam em risco à vida. Uma das adulterações que têm sido constatadas atualmente é a redução do tamanho do guidão dos veículos. O encurtamento é feito de maneira que o tamanho da moto seja reduzido, fazendo com que seja mais fácil a passagem entre os carros.

Para isso, porém, são necessários ainda outros ajustes, como o retrovisor, que está localizado nas pontas do guidão e passa a ficar mais perto do motorista. Essa alteração faz com que a visibilidade do motoqueiro seja reduzida. Segundo o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, a situação é complicada, pois compromete a visibilidade do motorista e a segurança no trânsito. Apesar de não haver nenhum levantamento específico sobre essa adulteração, Cappellari ressaltou que, diariamente, são apreendidas motos com algum tipo de adulteração. "A orientação é que em todas as blitze e ações de fiscalização todas as motos devem ser abordadas. Neste caso, qualquer irregularidade que seja considerada uma adulteração nas características originais provoca a apreensão imediata do veículo", disse.

Neste caso, a moto é recolhida e levada para o depósito e somente pode ser retirada, se o motorista responsável fizer a alteração para adequar o veículo dentro do padrão original. Depois é preciso ainda passar por uma vistoria. Se houver a liberação, então o veículo pode ser retirado. Em Porto Alegre, a EPTC conta com uma equipe especializada em motos, para agilizar a identificação de adulterações ou outras irregularidades.

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