Para isso, porém, são necessários ainda outros ajustes, como o retrovisor, que está localizado nas pontas do guidão e passa a ficar mais perto do motorista. Essa alteração faz com que a visibilidade do motoqueiro seja reduzida. Segundo o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, a situação é complicada, pois compromete a visibilidade do motorista e a segurança no trânsito. Apesar de não haver nenhum levantamento específico sobre essa adulteração, Cappellari ressaltou que, diariamente, são apreendidas motos com algum tipo de adulteração. "A orientação é que em todas as blitze e ações de fiscalização todas as motos devem ser abordadas. Neste caso, qualquer irregularidade que seja considerada uma adulteração nas características originais provoca a apreensão imediata do veículo", disse.
Neste caso, a moto é recolhida e levada para o depósito e somente pode ser retirada, se o motorista responsável fizer a alteração para adequar o veículo dentro do padrão original. Depois é preciso ainda passar por uma vistoria. Se houver a liberação, então o veículo pode ser retirado. Em Porto Alegre, a EPTC conta com uma equipe especializada em motos, para agilizar a identificação de adulterações ou outras irregularidades.