A Frente Parlamentar em Defesa da Conclusão e Duplicação da BR 116 foi instalada ontem, em Pelotas, com a presença de autoridades municipais e regionais e representantes de entidades. A obra foi dividida em nove lotes, entre Guaíba e Pelotas, totalizando 211 quilômetros. Entre as resoluções da Frente estão a participação do grupo em encontro com o ministro dos Transportes, Maurício Lessa, uma audiência com o governador José Sartori e mobilização no Congresso Nacional.
“Sabemos do gargalo que a 116 representa. O movimento começa na manifestação para ir atrás do restante dos recursos para a conclusão”, destacou o deputado estadual Zé Nunes, que lidera a iniciativa.
Para o presidente do Centro das Indústrias de Pelotas, Amadeu Fernandes, a conclusão é urgente. “Pela rodovia passa a grande maioria dos produtos exportados pelo porto de Rio Grande.” O presidente da Associação dos Municípios da Zona Sul, Rui Brizolara, afirmou que há prejuízos com os trechos parcialmente prontos, pois a chuva danifica os pontos.
Além de prejuízos econômicos, o grupo se respalda em questões de segurança. Conforme o chefe da 7ª Delegacia de Polícia Rodoviária Federal, José Apodi Dourado, metade das 53 mortes na malha federal gaúcha em 2016 ocorreu no trecho entre Guaíba e Pelotas. Segundo ele, há 776 quilômetros de BRs no Estado.
Dois trechos de obras parados
O superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Ubiratan Silva, disse que o orçamento de 2017 prevê não mais que R$ 50 milhões para a BR. “Faltam R$ 800 milhões para concluir a obra.” Em nota, o Dnit informou que os serviços nos lotes 5, entre os km 397 e 422; 7, do km 448 e ao 470; e 9, entre os km 489 e 511, estão parados. Nos outros seis trechos, o trabalho segue. Segundo a autarquia, até o fim de agosto, a média dos serviços executados foi de 57,34%.
Movimento cobra término da duplicação da BR 116
Frente Parlamentar foi criada em defesa da conclusão das obras na rodovia federal, entre Pelotas e Guaíba