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Movimento Passe Livre e PM entram em confronto durante protesto em Brasília

Grupo foi barrado com gás de pimenta ao se manifestar contra aumento de passagens

Grupo foi barrado com gás de pimenta ao se manifestar contra aumento de passagens
Grupo foi barrado com gás de pimenta ao se manifestar contra aumento de passagens Foto : Fábio Pozzebom/ABr/CP
Policiais militares e manifestantes do Movimento Passe Livre (MPL) entraram em confronto, nesta sexta-feira, em Brasília, durante protesto contra o aumento nas passagens de ônibus e do Metrô do Distrito Federal, anunciado nesta semana pelo governo local. A confusão começou na estação do metrô, no subsolo da Rodoviária do Plano Piloto, região central da cidade, quando os manifestantes anunciaram que iriam pular a catraca de acesso à estação. Os policiais usaram spray de pimenta e, em seguida, fizeram uma barreira em frente a escadaria para dispersar o grupo.

Os manifestantes portavam placas com frases a favor da tarifa zero. Reunidos em frente à escadaria do metrô, eles jogaram pedaços de madeira na direção dos policiais e utilizaram as placas como escudo nos momentos de confronto. O protesto começou mais cedo. Com palavras de ordem contra o aumento das passagens, os manifestantes fecharam por cerca de uma hora o Eixo Monumental, uma das principais vias da cidade.

“A gente não tem condições de pagar essa passagem absurda. A população tem de decidir sobre o transporte que ela usa e o preço justo que tem de pagar”, disse Raíssa Oliveira, integrante do MPL. Os manifestantes anunciaram que seguiriam para o Palácio do Buriti, sede do governo do DF, mas desistiram e voltaram para a rodoviária.

O governo anunciou terça-feira o aumento das passagens de ônibus e metrô - que chegarão até R$ 4 -, como uma das medidas para resolver a crise financeira pela qual passa o Distrito Federal. De acordo com a Polícia Militar, uma pessoa foi presa por portar coquetel molho, segundo a MP.

No fim da noite, o Governo do Distrito Federal divulgou nota, lamentando o confronto. Segundo o governo, houve tentativa de negociação, "mas manifestantes continuaram a tentar invadir as instalações do metrô". "Nesse momento, foi necessário o uso da força não letal", concluiu o texto.