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Movimentos sociais protestam contra expulsão de aluna da Uniban

Manifestação em apoio à Geisy Arruda será em frente à universidade no final desta tarde

Movimentos sociais protestam contra expulsão de aluna da Uniban
Movimentos sociais protestam contra expulsão de aluna da Uniban Foto : R7
Movimentos sociais e feministas do ABC paulista vão fazer na tarde desta segunda-feira uma manifestação contra a atitude da Uniban de expulsar a estudante Geisy Arruda por usar um vestido curto durante a aula. O protesto está marcado para às 18h na avenida Dr. Rudge Ramos, nº 1501, no bairro Rudge Ramos (altura do Km 12 da Via Anchieta, sentido São Paulo), em frente à universidade.

A integrante do movimento coletivo de mulheres da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Ana Rosa Garcia da Costa, disse que o objetivo é reverter a expulsão e mostrar a indignação das mulheres com a situação. “É inadmissível em 2009 vivermos uma situação desta. A garota que era vítima passou a ser ré”, diz Ana Rosa. No dia 22 de outubro, Geisy teve que chamar a polícia para conseguir sair da universidade onde estudava, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Ela foi à aula com um vestido curto e provocou uma reação violenta nos estudantes que a insultaram e a encurralaram dentro da sala.

Além da CUT, devem participar do protesto desta segunda o movimento de Mulheres de Santo André, a Marcha Mundial das Mulheres, Promotoras Legais Populares de Santo André e o movimento Entre Nós. Sônia Coelho, da Marcha Mundial das Mulheres, adiantou que até um carro de som elas já conseguiram. Até as 8h desta segunda, as entidades ainda não sabiam calcular quantas pessoas devem participar do protesto, mas a convocação seria feita ao longo do dia.

Em nota, os movimentos dizem que "a violência contra as mulheres é uma realidade na vida de milhões de mulheres no Brasil e no mundo. Entre as justificativas para a violência estão argumentos relacionados ao que deveria ser o jeito certo de se comportar como mulheres, como se estas não fossem emancipadas e não fossem capazes do ponto de vista moral e ético, para tomar decisões sobre si mesmas". Durante o ato, uma comissão entregará à Uniban um documento exigindo a suspensão do ato de expulsão, retratação perante a aluna e a punição de quem de fato cometeu a violência.

As informações são do R7.