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MP acredita que morte de Eliseu Santos foi encomendada

Ministério indiciou oito pessoas pelo crime

MP acredita que morte de Eliseu Santos foi encomendada
MP acredita que morte de Eliseu Santos foi encomendada Foto : Leandro Cabral
A promotora da 1ª Vara do Júri do Ministério Público, Lúcia Callegari, denunciou um grupo de oito pessoas pela morte do secretário de Saúde Eliseu Santos, sete delas por homicídio. O MP acredita que o crime tenha sido encomendado. No mês passado, um inquérito do Departamento de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil concluiu que o crime foi latrocínio (roubo seguido de morte) e descartou a hipótese de execução.

Os oito seriam ligados à empresa de vigilância e limpeza Reação, como confirmou a promotora. "São oito pessoas, sete denunciadas por homicídio, ligadas à uma empresa que prestava serviço de vigilância e cuja relação foi discutida em CPI pela Câmara de Vereadores", revelou. A denúncia foi entregue à Justiça nesta quinta-feira. O Ministério Público deve realizar uma entrevista coletiva nesta segunda-feira para fornecer mais detalhes sobre o caso.

Fernando Krol, de 21 anos, conhecido como Alemão, e Eliseu Pompeu Gomes, de 22 anos, estão presos provisoriamente por suspeita de envolvimento no crime. Eles supostamente pertencem a uma quadrilha de roubo de carros de São Leopoldo que realizava assaltos em Porto Alegre.

Eliseu Felippe dos Santos, de 63 anos, foi assassinado em 26 de fevereiro em Porto Alegre. O ex-secretário da Saúde entrava em seu veículo após deixar um culto religioso, acompanhado da mulher e da filha. Segundo testemunhas, ele foi abordado por um grupo de criminosos em um Vectra preto. Santos estava armado e trocou tiros com os bandidos. 

A polícia havia descartado a hipótese de execução por fatores como o local dos tiros (no peito e na canela), o tipo de veículo utilizado e a abordagem (um Vectra, no qual os criminosos trafegavam sem esconder o rosto) e o local do crime (onde o carro estava, e não em frente à igreja da qual o secretário saía).

O diretor do Deic, delegado Ranolfo Vieira Júnior, se recusa a falar sobre a investigação do Ministério Público enquanto não for notificado oficialmente. "Depois disso, teremos toda a vontade de esclarecer e vamos querer nos manifestar", disse.