O caso ocorreu no concurso 1.220, realizado em outubro de 2010. O prêmio foi o mais alto pago até então. Na época, a Polícia Civil investigou o caso e encaminhou a investigação à Justiça. O MP, à época, não aceitou a hipótese de o vencedor ter fugido com o bilhete premiado. Ainda assim, o grupo insistiu na versão de que um integrante do bolão havia roubado o bilhete e entregue ao ganhador.
Conforme decisão da juíza Karen de Souza Pinheiro, dois dos 12 indiciados não podem se aproximar menos de 200 metros das testemunhas de acusação.
Horário da aposta desencadeou investigação mais apurada
“As investigações foram conduzidas até abril de 2011 e posteriormente chegaram ao conhecimento do Ministério Público e justiça de Soledade. Após exame do caso, o MP solicitou o arquivamento destas acusações, da suspeita de investigação de que o ganhador não seria o ganhador”, explicou o promotor de justiça de Soledade Michael Schneider Flach.
“A pedido do MP, foi aberto um novo inquérito policial, que chegou a conclusão que este grupo praticou uma denunciação caluniosa. Acusaram o ganhador e uma outra pessoa de um crime que eles não praticaram”, afirmou o promotor. “Chegamos a conclusão que havia um crime de denunciação caluniosa.”
De acordo com Flach, o primeiro ponto que despertou a suspeita de fraude foi quanto ao horário da aposta. “A primeira versão é que o grupo teria apostado pela manhã e se descobriu que a aposta vencedora foi feita no horário da tarde”, disse. “Posteriormente várias contradições foram descobertas.”