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MP arquiva investigação sobre queda de árvore na Redenção

Promotor entendeu que não seria possível detectar apodrecimento do eucalipto

Promotor entendeu que não seria possível detectar apodrecimento do eucalipto
Promotor entendeu que não seria possível detectar apodrecimento do eucalipto Foto : Mauro Schaefer / CP Memória
O Ministério Público (MP) decidiu arquivar, sem nenhum denunciado, a investigação sobre a queda de um eucalipto de 25 metros que matou o juiz do Trabalho Lenir Heinen, de 64 anos, e deixou três feridos, em 31 de agosto, no Parque da Redenção, em Porto Alegre. O promotor Voltaire de Freitas Michel considerou que o inquérito policial foi entregue sem indiciados e concordou com a tese do delegado Abílio Pereira de que não havia como, a olho nu, detectar o apodrecimento da base do vegetal.

O MP ainda considerou que a árvore teve crescimento anômalo natural, a fim de buscar o sol, o que contribuiu para a queda. Na decisão, o promotor pede que outros vegetais em situação semelhante sejam examinados pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam). Além de torto, o eucalipto tinha um fungo na base, o que explica o tombamento.

Ao entregar o inquérito, o delegado Pereira esclareceu que a legislação estadual e o Código Florestal preveem a realização apenas de exames visuais das árvores, sem o uso de tecnologia. Dessa forma, ele concluiu que não houve ação humana que contribuiu para o fato.

Apesar da decisão, um dos feridos pelo eucalipto mantém a intenção de processar a Prefeitura. O estudante de Engenharia Mecânica Yuri Guisalberti, de 21 anos, ficou internado na UTI do Hospital Mãe de Deus por quase duas semanas após ser atingido na queda. Ele precisou remover o baço e o pâncreas e os rins foram afetados.

Análise interna das árvores

Mais de dois meses e meio depois do ocorrido, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) confirmou que finaliza a contratação do Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT), de São Paulo, para fazer, a partir de dezembro, a análise interna das árvores localizadas em parques e praças. Atualmente, o trabalho é feito apenas a olho nu, referente à parte exterior.

De acordo com o supervisor de praças e parques da Smam, Léo Bulling, também está previsto um curso de capacitação para os técnicos da secretaria. Só depois da formação, é que vai ser avaliada a compra de aparelhos (ultrassom, por exemplo) para identificar os riscos de queda. "O trabalho vai ser feito por amostragem. Selecionamos 150 árvores que julgamos oferecer maior risco", esclarece.

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