O MP ainda considerou que a árvore teve crescimento anômalo natural, a fim de buscar o sol, o que contribuiu para a queda. Na decisão, o promotor pede que outros vegetais em situação semelhante sejam examinados pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam). Além de torto, o eucalipto tinha um fungo na base, o que explica o tombamento.
Ao entregar o inquérito, o delegado Pereira esclareceu que a legislação estadual e o Código Florestal preveem a realização apenas de exames visuais das árvores, sem o uso de tecnologia. Dessa forma, ele concluiu que não houve ação humana que contribuiu para o fato.
Apesar da decisão, um dos feridos pelo eucalipto mantém a intenção de processar a Prefeitura. O estudante de Engenharia Mecânica Yuri Guisalberti, de 21 anos, ficou internado na UTI do Hospital Mãe de Deus por quase duas semanas após ser atingido na queda. Ele precisou remover o baço e o pâncreas e os rins foram afetados.
Análise interna das árvores
Mais de dois meses e meio depois do ocorrido, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) confirmou que finaliza a contratação do Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT), de São Paulo, para fazer, a partir de dezembro, a análise interna das árvores localizadas em parques e praças. Atualmente, o trabalho é feito apenas a olho nu, referente à parte exterior.
De acordo com o supervisor de praças e parques da Smam, Léo Bulling, também está previsto um curso de capacitação para os técnicos da secretaria. Só depois da formação, é que vai ser avaliada a compra de aparelhos (ultrassom, por exemplo) para identificar os riscos de queda. "O trabalho vai ser feito por amostragem. Selecionamos 150 árvores que julgamos oferecer maior risco", esclarece.