No começo do encontro marcado por críticas de ambientalistas e moradores do Centro aos secretários Luiz Fernando Zachia, Meio Ambiente, Mauro Zacher, Obras e Viação, e servidores da EPTC que apresentaram o projeto, o promotor Fábio Sbardellotto, da promotoria de Habitação e Defesa da Ordem Urbanística, pediu calma aos manifestantes. “A audiência tem o objetivo de apresentar o projeto da prefeitura ao MP. Queremos saber detalhes da obra para Porto Alegre e se a derrubada de árvores e as compensações são necessárias”, comentou. promotor do Meio Ambiente, Fábio Saltz ressaltou que o MP analisará a questão da legalidade da obra.
Os ambientalistas pediram mais diálogo por parte da prefeitura com a comunidade a respeito de obras públicas | Foto: André Ávila
Os ambientalistas pediram mais diálogo por parte da prefeitura com a comunidade a respeito de obras públicas na Capital. A reivindicação foi feita pelos grupos que participaram da reunião da Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam) da Câmara Municipal.
O titular da Smam, Luiz Fernando Zachia, disse que está previsto plano de arborização para os seis quilômetros da avenida - num total de 12 quilômetros sendo consideradas as duas mãos da via – a ser apresentado até um ano após a obra, mas sugeriu que isto pode ser antecipado.
Na apresentação das questões técnicas que envolvem a duplicação da avenida e a remoção de 115 árvores, João Roberto Meira, biólogo e chefe de equipe de estudos de ambiente natural da Smam, listou as espécies cujo corte está previsto. Meira lembrou que, em sua grande maioria, são de espécies exóticas e invasoras, isto é, não são naturais da flora do Brasil ou do Rio Grande do Sul.