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MP denuncia oito por fraudes na gestão da saúde de Canoas

Denunciados podem responder por organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro

Oito pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público
Oito pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Foto : Ministério Público / Divulgação / CP
A Promotoria de Justiça de Canoas e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) ofereceram denúncia à 4ª Vara Criminal do município contra oito pessoas pelo caso de fraudes no Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp). Eles foram denunciados por organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro.

O caso envolve termos assinados junto à prefeitura de Canoas pelo Gamp para as gestões do Hospital de Pronto Socorro de Canoas, Hospital Universitário, duas Unidades de Pronto Atendimento (Caçapava e Rio Branco) e quatro Unidades de Atendimento Psicossocial (Recanto dos Girassóis, Travessia, Amanhecer e Novos Tempos). A denúncia foi assinada pelos promotores de Justiça de Canoas João Paulo Fontoura de Medeiros e Marcelo Dossena Lopes dos Santos.

As condutas

De acordo com a denúncia do MP, Cássio Souto dos Santos era o líder da organização, que tinha também Diego dos Santos Bastos (diretor superintendente regional), Michele Aparecida da Câmara Rosin (então diretora financeira e atual diretora presidente) e Marcelo Bósio (controller nacional), Brayan Souto Santos (que também foi diretor presidente), Eduardo Gonçalves Oliveira da Silva (gerente de projetos), Márcio de Oliveira Leite (diretor operacional e membro do conselho executivo), Joice de Oliveira Dornelles (membro do conselho executivo e sócia da Blue Eyes Assessoria e Gestão em Saúde Ltda”, além de e ex-integrante da Secretaria da Saúde do Município de Canoas). A organização seria destinada à obtenção - direta ou indiretamente - de vantagens mediante a prática de infrações penais de peculato e de lavagem de dinheiro.

Os denunciados teriam passado a desviar recursos públicos em seu próprio benefício ou em benefício de outros. Eles teriam pago por supostas aquisições cujos produtos não foram entregues – total ou parcialmente – no Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC), no Hospital Universitário (HU) de Canoas, nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) Caçapava e Rio Branco e nos Centros de Atendimento Psicossocial (CAPS) Recanto dos Girassóis, Travessia, Amanhecer e Novos Tempos.

Cássio Souto dos Santos, Michele Aparecida da Câmara Rosin, Diego dos Santos Bastos, Marcelo Bósio e Brayan Souto dos Santos foram denunciados por peculato e lavagem de dinheiro. Já Eduardo Gonçalves de Oliveira da Silva e Márcio de Oliveira Leite foram denunciados por peculato e lavagem de dinheiro. Joice de Oliveira Dornelles foi denunciada por peculato. Todos devem responder pelo crime de constituir organização criminosa.