No esquema, que envolve recebimento de propina, contravenção e espionagem, o sargento é acusado de acessar dados sigilosos de políticos, jornalistas, advogados, delegados e também de oficiais da Brigada Militar. De acordo com o Ministério Público (MP) de Canoas, Rodrigues foi denunciado por crime de concussão, quando funcionário público exige propina. Já Lied e o tenente-coronel da reserva, por crime de violação de sigilo funcional, quando informações privilegiadas são obtidas em função do cargo ocupado.
O processo corre em segredo de Justiça, mas o promotor Amilcar Macedo entrou com um novo pedido de revogação do decreto de sigilo, que já foi negado no dia 29 de dezembro pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Canoas, Fernando Alberto Correa Henning. Conforme a investigação, em pouco mais de um ano, o sargento César Rodrigues realizou mais de 96 mil consultas pelo Sistema da SSP. Rodrigues era investigado por extorquir contraventores de máquinas caça-níqueis na região Metropolitana.