Um dia depois de deixar o Presídio Central, em 7 de abril, Neis retornou ao trabalho, no Banco Central. Conforme o advogado Marco Mejia, o servidor cumpre a determinação da Justiça que o impede de dirigir. Para ir ao trabalho, ele utiliza ônibus e táxis.
Mejia diz, no entanto, que ele não levou em consideração a hipótese de andar de bicicleta. “Não cogitou porque está muito abalado em tudo, quando nós o tiramos do presídio, ele estava com muitas dores nas pernas, não dormia direito. Da minha parte, infelizmente, ele não cogitou”, revela.
Ricardo Neis foi denunciado por 17 tentativas de homicídio triplamente qualificadas pela promotora de Justiça Lúcia Callegari. Em 25 de fevereiro, na Cidade Baixa, ele teria acelerado contra os ciclistas, que faziam uma manifestação pela redução do uso de automóveis. Ficou internado no Hospital Parque Belém, e teve a prisão decretada em 1º de março, quando foi transferido para o Instituto Psiquiátrico Forense. Em 11 de março, foi levado, por ordem judicial, ao Presídio Central, onde permaneceu até 7 de abril.