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MP estuda recorrer da decisão que libertou atropelador de ciclistas na Capital

Ricardo Neis já voltou ao trabalho no Banco Central

O Ministério Público do Estado estuda recorrer da decisão judicial que libertou o homem que atropelou um grupo de ciclistas no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre. Ricardo Neis foi solto por um habeas corpus, concedido pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado. O procurador de Justiça Paulo Fernando dos Santos Vidal solicitou à Procuradoria de Recursos do Ministério Público que analise se é possível recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou ao Supremo Tribunal Federal (STF), para que Neis volte à prisão.

Um dia depois de deixar o Presídio Central, em 7 de abril, Neis retornou ao trabalho, no Banco Central. Conforme o advogado Marco Mejia, o servidor  cumpre a determinação da Justiça que o impede de dirigir. Para ir ao trabalho, ele utiliza ônibus e táxis.

Mejia diz, no entanto, que ele não levou em consideração a hipótese de andar de bicicleta. “Não cogitou porque está muito abalado em tudo, quando nós o tiramos do presídio, ele estava com muitas dores nas pernas, não dormia direito. Da minha parte, infelizmente, ele não cogitou”, revela.

Ricardo Neis foi denunciado por 17 tentativas de homicídio triplamente qualificadas pela promotora de Justiça Lúcia Callegari. Em 25 de fevereiro, na Cidade Baixa, ele teria acelerado contra os ciclistas, que faziam uma manifestação pela redução do uso de automóveis. Ficou internado no Hospital Parque Belém, e teve a prisão decretada em 1º de março, quando foi transferido para o Instituto Psiquiátrico Forense. Em 11 de março, foi levado, por ordem judicial, ao Presídio Central, onde permaneceu até 7 de abril.



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