Conforme a promotora Vera Regina Melatti Corino, a interdição feita pelos bombeiros continua em vigor. “Depois que recebermos a documentação, vamos apurar os últimos incidentes. Em uma semana, foram registrados dois acidentes. Sinal de que algo não está funcionando bem”, diz.
Segundo ela, os fatos serão anexados ao inquérito civil instaurado há dois anos. Em setembro de 2008, o equipamento descarrilou e oito turistas do Rio de Janeiro ficaram feridos. “O processo não foi arquivado. Fizemos um termo de ajustamento de conduta. Apesar de serem causas distintas, temos que analisar as condições do equipamento para evitar risco aos visitantes”, afirma Vera.
O especialista em especificação de embalagens Roberto da Rosa Reckziegel, 29 anos, a mulher dele e um casal de amigos aguardavam na fila para andar no teleférico, no domingo. Ele contou que o grupo parou para tirar uma foto quando ocorreu o acidente. Reckziegel, que é morador de Venâncio Aires, disse que passava o final de semana em Canela e que não sabia sobre a queda de outras duas pessoas do equipamento no dia 3 de março. “Agora nunca mais”, afirmou.