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MP pede que Justiça obrigue Centenário a cumprir termo de ajustamento

Vistorias concluíram que 20 de 36 itens seguem sendo descumpridos no hospital de São Leopoldo

O descumprimento de 20 das 36 cláusulas de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado, no início de maio, pela administração do Hospital Centenário, de São Lepoldo, conforme vistorias realizadas pelo Conselho Regional de Medicina (Cremers), levou o Ministério Público a entrar na Justiça com uma ação de execução. A medida foi protocolada, nesta quarta-feira, pela promotora Débora Resende Cardoso.

Se o pedido do MP for acolhido, a Prefeitura vai ter de cumprir as medidas conforme novos prazos a serem estipulados pelo juiz que receber a ação de execução. Se as cláusulas continuarem sendo descumpridas, a Promotoria vai pedir, então, a aplicação de multa diária de R$ 500 por item não respeitado.

Entre os itens desrespeitados, a promotora fala do não preenchimento completo dos formulários dos pacientes, da falta de médicos nas escalas de plantão e de médicos-auxiliares em cirurgias, além da não entrega da inscrição no Cremers das empresas terceirizadas. Ainda conforme o MP, foram compradas macas com proteção lateral, mas os equipamentos não foram postos em uso.

Já o presidente da Fundação Hospital Centenário, Marco Machado, sustenta que a instituição não foi notificada a respeito dos apontamentos do Cremers e que um relatório com as medidas de rotina já cumpridas foi encaminhado ao Conselho e ao MP.  O documento, de 66 páginas, relata práticas de rotina previstas pelo TAC, como a implementação de um calendário de reuniões bimensais de qualificação dos profissionais e informações quanto à situação atualizada dos equipamentos instalados na instituição.



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