A parlamentar afirmou que espera uma recomendação do MPC para a retirada da cerca em torno do espaço cultural. “Com o rendimento que a Opus terá, pode fazer outro tipo de cercamento, o eletrônico, com câmeras. Não tem necessidade de um cercamento físico”, argumentou Sofia. Segundo ela, o fechamento da área precisava de uma autorização do Legislativo.
“Parques são bens públicos e devem ter acesso universal. O cercamento produziu o cerceamento de uma área utilizada pelas famílias”, destacou. O coordenador do Projeto de Revitalização do Araújo Vianna, Carlos Caramez, explicou que a grade foi colocada em comum acordo entre os autores do projeto e a Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre. “Foi posta para que a operacionalidade de entrada e saída pudesse ocorrer de forma ordenada”, explicou.
A cerca também serve para proteger o material da cobertura e evitar atos de vandalismo, conforme ele. “Não foi um cercamento arbitrário”, salientou. O cercamento motivou um protesto na saída do show do músico Tom Zé, em outubro. Os manifestantes chegaram a bloquear, por alguns minutos, a avenida Osvaldo Aranha.
O auditório Araújo Vianna passou por um processo de restauração iniciado em abril de 2010. A antiga lona foi substituída por uma estrutura de aço, que sustenta o novo teto fixo. O local é administrado pela Secretaria Municipal da Cultura e pela Opus Promoções, através de uma parceria público-privada (PPP).