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MPE quer informações do Dmae sobre gosto e odor da água

Problema começou a ser verificado na área do bairro Rubem Berta e agora já é notado na Vila Nova

Problema começou a ser verificado na área do bairro Rubem Berta e agora já é notado na Vila Nova
Problema começou a ser verificado na área do bairro Rubem Berta e agora já é notado na Vila Nova Foto : Guilherme Testa
Uma agenda entre o Ministério Público Estadual (MPE) e o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) para a busca de informações sobre o odor e o gosto, fora dos padrões normais, da água fornecida à população da Capital deve acontecer dentro dos próximos dias. A promotora de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre, do MPE, Annelise Steigleder, vai solicitar uma reunião com o Dmae. O propósito é recolher dados sobre o problema, que começou a ser verificado na área do bairro Rubem Berta e agora já é notado na Vila Nova.

Quase sempre em períodos de alta temperatura e pouca chuva - como o atual - é comum a floração (reprodução intensa) de algas cianofíceas. O fenômeno gera cor esverdeada na água do Guaíba e muda o gosto e o odor da água potável. Mas neste verão não houve floração.

Devido a esse fato o Dmae encaminhou na última semana de fevereiro ao laboratório Mérieux NutriSciences Brasil (SP) amostras de água produzida nas suas seis estações de tratamento: Moinhos de Vento, Belém Novo, Ilha da Pintada, Menino Deus, São João e Tristeza. O laboratório do Departamento não registrou qualquer anormalidade.

Somente quando chegar a análise de SP o Dmae vai se pronunciar oficialmente sobre a questão. O Departamento tem 4,2 mil quilômetros de rede de água na cidade e atende a 697 mil economias entre residências, comércio, indústria e repartições públicas.