De acordo com o advogado Marcelo Sgarbossa, integrante do Lappus, desde o ano passado a entidade havia protocolado uma ação civil pública solicitando mais agilidade do município no cumprimento da lei municipal 626/2009, que trata do Plano Diretor Cicloviário. “As pessoas querem pedalar com segurança e isto somente vai acontecer se a cidade tiver ciclovias”, ressaltou.
Segundo Sgabossa, o processo de construção das ciclovias está lento e os locais apontados pela prefeitura não são ideais do ponto de vista técnico para o uso ad bicicleta do ciclismo. “Na Restinga é em cima da calçada. Na Ipiranga, está sendo feito uma espécie de brete onde o ciclista não tem como acessar no meio da quadra a ciclovia”, comentou.
Para Sgarbossa, o espaço para utilização do ciclista tem que ser feito no canto direito da via junto ao meio-fio. “É o lugar que tem toda a fluidez do trânsito. Com isso, não precisa construir ciclovias. O espaço poderia ser demarcado com a colocação de uma pedra”, acrescentou.
O promotor Brasil pediu aos ciclistas a elaboração de um censo informal sobre quantas pessoas utilizam bicicleta em Porto Alegre. “Além disso, pretendemos realizar uma audiência pública para discutir o uso da bicicleta na cidade”, acrescentou.
O Plano Diretor Cicloviário de Porto Alegre prevê a construção de 495 quilômetros de ciclovias na cidade. No entanto, somente sete foram construídos na Capital. O Lappus estima que, depois de concluída, a ciclovia da avenida Ipiranga possa ser utilizada por 4 mil ciclistas diariamente.