Segundo a promotora Fabiana Lobo, o objetivo é inspecionar as quase 3 mil escolas da rede pública do Estado. A operação constatou que os estudantes são obrigados a tomar água da torneira, sem nenhum processo de filtração. Muitos dos alunos são transportados em caminhonetes superlotadas, os chamados "pau de arara", sem as mínimas condições de segurança, de acordo com o MPF.
Escola era usada como bar
O caso mais grave foi o de uma escola da zona rural da cidade de Gado Bravo, interior da Paraíba, que funcionava em uma garagem. Aos finais de semana, o local também servia como bar. No local, foram encontradas bebidas alcoólicas armazenadas junto com a merenda e outros produtos de alimentação escolar.
Além das inspeções, que são realizadas com outros órgãos, como conselhos tutelares, o programa de fiscalização também realiza audiências públicas para tratar sobre a gestão das verbas da merenda escolar.
Procurada pelo R7, a Secretaria Estadual da Educação informa que além de escolas estaduais, há instituições municipais entre as fiscalizadas. A secretaria afirma que vai enviar uma nota oficial ainda nesta terça-feira para a reportagem.