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MPF entra com ação contra Trensurb devido a problemas na circulação

Procurador ressaltou que houve 16 paralisações do serviço em 13 meses

MPF entra com ação devido a muitas paralisações do trensurb
MPF entra com ação devido a muitas paralisações do trensurb Foto : Carla Ruas / CP Memória
O Ministério Público Federal (MPF) em Novo Hamburgo ajuizou uma ação civil pública contra a Trensurb a fim de reparar o prejuízo causado aos 200 mil usuários/dia do serviço público. "Em 13 meses, tivemos 16 paralisações do trem pelos mais variados motivos – alagamento, rompimento do cabo de energia, greve de empregados, acidente entre as composições, obstáculos caídos na linha e panes", ressaltou o procurador da República Celso Três.

Ele pede que a Justiça Federal imponha à Trensurb um plano operacional objetivo e detalhado de transporte substitutivo, basicamente com ônibus, para operar durante as paralisações dos trens, incluindo um sistema de comunicação para alertar os passageiros do sistema.

Além disso, conforme o procurador, na ação também é solicitada a compensação automática ao usuário pela redução ou retardamento do transporte. A indenização, sugere o MPF, pode se dar, por exemplo, por meio do fornecimento de passagens gratuitas proporcionais ao prejuízo causado. Segundo ele, não há valor fixo para essa possível indenização, mas cabe ao juiz quantificar o valor que pode ser pago em forma de serviço.

Passageiros passaram por “situações humilhantes”

De acordo com o procurador, os passageiros viveram situações "humilhantes" quando foram atingidos pelas paralisações e acabaram retidos nas estações e vagões por conta da interrupção do transporte. O atraso na obra de extensão do percurso do Trensurb de São Leopoldo a Novo Hamburgo também prejudica o funcionamento ideal do serviço, segundo o procurador. Há menos de uma década, o empreendimento, que não chega a 10 quilômetros, teve o investimento inicial fixado em cerca de R$ 270 milhões. Atualmente, esse valor supera R$ 1 bilhão.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Trensurb afirmou que a empresa ainda não foi notificada e, por isso, ainda não pretende se manifestar.

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