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MPT irá mediar reunião entre Carris e sindicalistas

Ex-presidente da ATP afirma que há mau uso de cartões de isenções

Manhã foi de tumulto em frente à garagem da Carris, na zona Leste de Porto Alegre
Manhã foi de tumulto em frente à garagem da Carris, na zona Leste de Porto Alegre Foto : André Ávila
Durante a manifestação na frente do portão da Carris, a Comissão de Rodoviários da empresa pediu provas da fraude no sistema de bilhetagem eletrônica de Porto Alegre. De acordo com o delegado sindical da Carris, Alceu Weber, os 42 funcionários não receberam explicações convincentes e nem provas da fraude que ocasionou as demissões.

O procurador do Ministério Público do Trabalho Ivo Eugênio Marques intimará a diretoria da Carris, para que preste esclarecimentos sobre as demissões realizadas na empresa. Os funcionários ingressaram no MPT/RS com pedido de mediação. O procurador determinou que seja preparado um procedimento para que o caso seja esclarecido.

“Queremos uma explicação dos motivos das demissões por justa causa. O diretor-presidente da Carris alega fraude, mas até o momento não mostrou as provas”, destacou. Os rodoviários pediram uma reunião com a direção da empresa e, de acordo com Weber, seguirão mobilizados até conseguir o encontro.

Em função do protesto, 19 ônibus foram alvo de vandalismo. Sete deles tiveram as chaves quebradas na ignição. Doze carros que saem na madrugada para buscar os motoristas e cobradores em casa não puderam sair da garagem.

ATP fala em mau uso dos cartões

O ex-presidente da Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) Enio Roberto dos Reis afirmou que não existe fraude no TRI, mas o mau uso de cartões de isenções. Segundo ele, dos 300 mil cartões de gratuidade, apenas 81 foram cassados pela ATP. Reis explicou que as empresas realizam o controle diário do sistema, cruzando dados para coibir abusos.

Veja as fotos do ato dos funcionários da Carris:





Fotos: André Ávila

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