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MPT pede anulação de permissões de táxis e nova licitação

Ação civil pública requer ainda proibição das transferências em Porto Alegre

Ação civil pública requer ainda proibição das transferências em Porto Alegre
Ação civil pública requer ainda proibição das transferências em Porto Alegre Foto : Arthur Puls
O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou uma ação civil pública nesta segunda-feira, solicitando a nulidade das atuais permissões de táxi em Porto Alegre e a abertura de uma nova licitação para o serviço. Além disso, o documento requer a proibição das transferências e o uso de procurações para o repasse. O objetivo, conforme o órgão, é democratizar o acesso dos profissionais taxistas ao mercado de trabalho.

O documento foi ajuizado pelo procurador do Trabalho Ivo Eugênio Marques. O texto diz que "atualmente, as permissões de táxi estão nas mãos de um contingente relativamente pequeno dos taxistas da Capital, não têm prazo de validade e se perpetuam mediante artifícios vários, como utilização de procurações para a sua transferência ilegal, além de serem transmitidas inclusive a título hereditário".

A investigação sobre o serviço de táxi na Capital começou em julho deste ano, conforme o MPT. Para o procurador, a situação “precariza” o mercado de trabalho do setor, pois deixa a “imensa maioria dos profissionais nas mãos de um grupo pequeno de afortunados, muitos dos quais detentores ilegítimos de muitas permissões”.

Ainda conforme o texto, um levantamento da Prefeitura de Porto Alegre indica que 35 pessoas administrariam pelo menos 386 permissões de táxi, ou quase 10% do número total da Capital. “Por isto é que, dos mais de 70 mil taxistas registrados, mais de 60 mil não conseguem exercer a profissão”, complementa o documento.

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