Desde a semana passada, os médicos das UTIs cardiológica, adulta e pediátrica trabalham em estado de greve e com tarjas pretas nos jalecos, como forma de protesto. O dirigente do Simers Edson Prado Machado ressaltou que os intensivistas seguem sem receber a remuneração. "É uma afronta a direitos de quem cumpre regularmente sua atividade. Mesmo assim, o grupo mantém o atendimento normal aos pacientes", destacou. Parte do quadro de especialistas tem carteira assinada e outra é prestadora de serviço.
Em 20 de abril, quando o protesto começou, o prefeito Sanchotene Felice afirmou à rádio Guaíba não ver motivos para a mobilização e garantiu que o pagamento dos prestadores é regular. Dois dias antes, o Ministério Público Federal de Uruguaiana protocolou uma representação do Conselho Regional de Medicina (Cremers) denunciando Felice por improbidade administrativa e abuso de autoridade dentro da Santa Casa. O Cremers alegou, na época, que o prefeito age de maneira agressiva e assume uma postura ameaçadora. Felice desmentiu: "Os atrasos ocorrem, mas são dias. Eu não faço ameaças. Tenho 75 anos e nem teria como ameaçar alguém", declarou.