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MST deixa pátios da superintendência do Incra em Porto Alegre

Grupo desocupou área após ato contra MP que muda legislação fundiária no país

Grupo desocupou área após ato contra MP que muda legislação fundiária no país
Grupo desocupou área após ato contra MP que muda legislação fundiária no país Foto : MST / Divulgação CP
Integrantes dos Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) saíram dos pátios da superintendência regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Fazenda, em Porto Alegre. Eles recolheram o acampamento na tarde desta quarta-feira, após assembleia com todos os ocupantes e ato político com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Edegar Pretto, além de representantes de centrais sindicais e movimentos populares que defendem a Reforma Agrária.

O movimento iniciou o ato na madrugada de segunda-feira como parte da Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, também conhecida como "Abril Vermelho". Os assentados protestaram contra a Medida Provisória 759 – do governo federal –, que muda a legislação fundiária e os procedimentos para a efetivação da Reforma Agrária no Brasil.

Para os sem-terras, a MP resulta, na prática, na privatização dos lotes, na titulação dos assentamentos e na municipalização do processo de desconcentração fundiária, atribuindo aos municípios a função de vistoria e desapropriação de terra. Para o MST, a medida inviabiliza a Reforma Agrária, uma vez que são os próprios latifundiários que geralmente compõem os poderes institucionais na esfera municipal.

Os sem-terras também pedem a destinação de mais recursos para a assistência técnica e infraestrutura. Durante a semana, foram realizadas audiências com governos em Porto Alegre e Brasília. Ontem, integrantes do movimento ocuparam o pátio da Secretaria Estadual do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR) mas deixaram o local ainda à tarde, após encontro com o executivo estadual. Conforme a assessoria do movimento, milhares de sem-terras seguem mobilizados em mais de 15 estados e no Distrito Federal.