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MST deve ficar na Fazenda Coqueiros até amanhã

Agricultores aguardam desfecho de reunião no Palácio Piratini para definir novas ações

Acampamento foi feito no mesmo local onde aconteceu a primeira invasão à fazenda
Acampamento foi feito no mesmo local onde aconteceu a primeira invasão à fazenda Foto : Simone Ramos / Especial CP
Os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que invadiram a Fazenda Coqueiros, em Coqueiros do Sul, na manhã desta terça-feira, devem permanecer acampados pelo menos até amanhã no local. Os agricultores aguardam o desfecho de uma reunião no Palácio Piratini, em Porto Alegre, para definir novas ações. O advogado da família proprietária do local deve entrar ainda hoje com o processo de desapropriação de posse.  

O acampamento foi feito no mesmo local onde aconteceu a primeira invasão à fazenda, em 2004. Cerca de 500 pessoas, conforme representantes do MST, participam da ocupação. A informação difere da Brigada Militar, que calcula haver cerca de 250 participantes na marcha.

A BM reforçou o efetivo e acompanha de longe a movimentação dos sem-terra. À tarde, um monitoramento por barreiras próximas ao acampamento evita a chegada de novos sem-terra ao local.

Sede do Incra

Em Porto Alegre, cerca de 500 assentados estão, desde as 8h, no pátio da sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A manifestação integra a jornada nacional de lutas, conhecida como Abril Vermelho, que ocorre todos os anos para lembrar o "Massacre de Eldorado dos Carajás", ocorrido no Pará. Os agricultores também reivindicam a recomposição do orçamento do Incra para implementar os programas federais nos assentamentos.

Segundo a manifestante Arlete Bulcão, assentada há 22 anos em Hulha Negra, todos estão preparados para ficar até amanhã no local. No entanto, se a União atender às reivindicações, eles devem deixar o pátio. Segundo a assessoria do Incra, o prédio não chegou a ser ocupado e o instituto funciona normalmente.


Em Porto Alegre, cerca de 500 assentados estão no pátio da sede do Incra | Crédito: Pedro Revillion

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