Geral

MST espera ações do governo para auxiliar colonos prejudicados pela estiagem

Manifestantes bloquearam BR 293, na região da Campanha

Trabalhadores do MST bloquearem a BR 293 por seis horas, na divisa entre Hulha Negra e Bagé
Trabalhadores do MST bloquearem a BR 293 por seis horas, na divisa entre Hulha Negra e Bagé Foto : Francisco Bosco / Especial CP
Após bloquearem a BR 293 por seis horas, na divisa de Hulha Negra e Bagé, na região da Campanha, na manhã desta segunda-feira,  integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) decidiram nesta tarde, em assembleia, aguardar até à tarde desta terça-feira o resultado de uma reunião com o Grupo de Trabalho do Governo do Estado para saber se haverá alguma medida concreta de atendimento às suas reivindicações. “Aguardamos a liberação de recursos emergenciais para atendimento às famílias atingidas pela estiagem, alimentos para o gado dos pequenos produtores e a distribuição de água potável para as residências e para as escolas”, enumera Marino de Bortoli, da coordenação estadual do MST.

Os colonos reivindicam também a liberação de uma verba de R$ 10 milhões do Governo Federal para investimentos em infraestrutura nos assentamentos e a presença de autoridades do Ministério da Reforma Agrária para uma avaliação das reais necessidades enfrentadas na região.

Durante o bloqueio, dezenas de veículos ficaram retidos, formando filas de aproximadamente dois quilômetros nos dois sentidos da rodovia. À tardem, a advogada da União em Bagé, Gislaine Vieira, ingressou na Justiça Federal com uma Ação de Reintegração de Posse do trecho ocupado na BR 293, um pedido de Interdito Proibitório, para garantir que os colonos não voltem a ocupar a rodovia, e a retirada do acampamento do MST. A Justiça Federal ainda não se pronunciou sobre o pedido de liminar, em ambos os casos.

Bookmark and Share