Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que ocupam desde o início da manhã dessa terça-feira o pátio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Porto Alegre, realizaram nesta quarta-feira uma marcha até o Palácio Piratini. Conforme o, dirigente nacional do MST Ildo Pereira, a manifestação tem o objetivo de denunciar à população o “desmonte de políticas públicas para a Reforma Agrária no país”.
Em frente ao Palácio Piratini será realizado um ato, a partir das 16h, com a participação de centrais sindicais e movimentos populares. Já às 18h, uma comissão de trabalhadores Sem Terra, acompanhada do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Edegar Pretto, participa de audiência com a Casa Civil.
A solicitação de agenda com o governo gaúcho foi motivada pela crise do leite no estado. O MST reclama do decreto que incentiva a importação de leite em pó de países vizinhos, especialmente do Uruguai.
Na ocasião, os integrantes do MST pretendem se posicionar contra a titulação dos assentamentos que está sendo executada pelo governo federal. Segundo Pereira, o Movimento defende a Concessão de Direito Real de Uso (CDRU), que não permite aos beneficiários da reforma agrária vender seus lotes, mas lhes garante o direito de transferir aos seus filhos.
Jornada Nacional
A marcha em Porto Alegre faz parte da Jornada de Luta pela Reforma Agrária no Rio Grande do Sul, que começou na terça-feira com ocupação do pátio Incra, em Porto Alegre. Mais de 1,5 mil pessoas participam da mobilização.
Nessa manhã, integrantes do MST se reuniram com o superintendente regional do Incra para tratar da liberação de cestas básicas para os acampamentos, da desapropriação de áreas para a reforma agrária e no Estado. Nesta tarde, integrantes do MST nacional se reúnem com a Casa Civil em Brasília, para tratar da pauta nacional.
MST faz caminhada até o Palácio Piratini
Integrantes do movimento terão reunião na Assembleia Legislativa