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MST garante manter ocupação em área da Varig em Cruz Alta

Incra sustenta não ter dinheiro de orçamento para participar de leilão para compra da terra<br />

Os 150 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra que ocuparam ontem uma área pertencente à massa falida da Varig vão permanecer na fazenda. Os manifestantes criticaram a negativa do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em participar do leilão da terra, de 115 hectares, que ocorre na próxima sexta-feira.

A Superintendência do Incra no Estado manifestou interesse em comprar a área para destinar a assentamentos, mas sustenta ter apenas títulos da dívida agrária para pagar – e não dinheiro, para fazer uma proposta em leilão. O superintendente Roberto Ramos admitiu, nessa terça, que o Instituto pode tentar fazer a compra se, na disputa de sexta-feira, não houver interessados na terra.

Apesar dessa justificativa, depois da reintegração de posse da Fazenda Guerra, em Tapes, a presidente nacional do Incra, Maria Lúcia Falcón, afirmou que a autarquia pode liberar recursos para a compra de novas áreas para assentar cerca de 250 famílias no Rio Grande do Sul ainda em 2015. A garantia ocorreu em encontro com o MST na Capital, no início de maio.

A presidente do Incra solicitou à Superintendência estadual um levantamento de fazendas com potencial de se tornarem assentamentos, pagos diretamente com recursos do orçamento do governo.