Durante as ocupações realizadas em setembro e outubro nas cidades de Viamão, Vacaria e Sananduva, o governo se comprometeu a apresentar uma área. Os integrantes do MST afirmam que conseguiram um assentamento em 300 hectares em Charqueadas, mas que não é o suficiente para todas as famílias.
Na área da Fepagro, em Eldorado do Sul, são realizadas pesquisas agropecuárias. No entanto, o MST denuncia que haveria irregularidades, como a plantação de arroz. "Estamos também denunciando esta situação. Vamos ficar aqui, pois é uma área que pode servir de assentamento. A parte da pesquisa a gente não ocupou," explicou um dos integrantes do movimento, Carlos Mandacaru.
O presidente da Fepagro, Danilo dos Santos, lamentou a ocupação, pois, segundo ele, as pesquisas têm o objetivo de beneficiar os pequenos agricultores. "Temos que ver qual a posição que o secretário (de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo) Ivar Pavan vai tomar. Há três semanas, já tivemos prejuízos em Vacaria", disse.
Pavan ficará responsável pela negociação com os sem-terra. Ele não revelou se irá solicitar ao Judiciário a reintegração de posse. O secretário ressaltou que o governo negocia a liberação de terras. A Fazenda Palermo, em São Borja, tem mais de mil hectares e é a área que está mais próxima de ser liberada pelo Estado. No entanto, o MST reivindica, também, terras que são consideradas improdutivas em Porto Alegre e na Região Metropolitana.