Cerca de 50 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) estão na sede do Ministério Público, na tarde desta segunda-feira. Eles pedem uma audiência com a procuradora-geral de Justiça, Simone Mariano da Rocha. A intenção é solicitar a reabertura das escolas itinerantes, que foram fechadas a partir de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado com o Ministério Público. O grupo esteve nesta manhã protestando em frente à Secretaria da Educação.
Conforme o MST, em São Gabriel, na Fronteira-Oeste, 100 crianças acampadas estão sem ir à aula por falta de vagas. Segundo o TAC, até o dia 4 de março de 2009, deveriam ser desativadas as turmas, o que aconteceu em fevereiro daquele ano. As crianças deveriam ser matriculadas na rede pública e ter transporte escolar. Caso não fosse cumprido, o governo do Estado seria multado em um salário mínimo por dia de atraso. O MP se comprometeu em fiscalizar o cumprimento do acordo.
Segundo a Secretaria da Educação, em reunião realizada hoje, ficou acertado que o MST levantará informações sobre a situação atual das crianças que residem em acampamentos. A secretaria reafirmou que não é contra as escolas itinerantes, mas questiona as condições em que a educação era oferecida aos alunos acampados.
MST pede audiência no Ministério Público
Integrantes do movimento estiveram na Secretaria da Educação pedindo reabertura de escolas itinerantes