Parte do texto, porém, ainda gera divergências entre outros representantes do Consun e o Diretório Central dos Estudantes (DCE). Os alunos defendem a desvinculação da questão social para as vagas destinadas a negros. Para o integrante do DCE, Juliano Marchant, o racismo ocorre independentemente da classe.
O reitor em exercício, Rui Vicente Oppermann, sustenta que a melhor opção seja manter o sistema atual, já considerado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele frisou que, em todo o País, na maioria das universidades públicas com ações afirmativas, as cotas raciais são vinculadas à questão social.
Os estudantes também pedem a exclusão dos alunos do Colégio Militar nas cotas, já que a instituição é pública mas mantém seleção e ensino diferenciado, não subordinado ao Ministério da Educação (MEC). Além disso, o DCE quer mais assistência aos cotistas, com aumento do valor da bolsa permanência, que hoje é de R$ 400, construção de novas casas de estudantes e ampliação do Restaurantes Universitários. Conforme Marchant, esses pontos influem na permanência do aluno e o objetivo é garantir não apenas o acesso, mas a conclusão da faculdade.
A proposta também sugere a criação de uma Coordenadoria de Acompanhamento do Programa de Ações Afirmativas, ligada à Pró-Reitoria de Coordenação Acadêmica. A intenção é de que, com o órgão, os integrantes tenham autonomia para receber demandas dos cotistas, realizar o acompanhamento dos alunos e sugerir mecanismos de aperfeiçoamento ao Conselho Universitário.
Para concorrer às cotas sociais, os alunos devem ter cursado ao menos metade do ensino fundamental e todo o ensino médio em escolas municipais, estaduais ou no Ensino de Jovens e Adultos (EJA). Os índios também devem ter 10 vagas anuais, sendo uma em cada curso previamente escolhido junto à comunidade indígena. Após aprovadas, as medidas já terão validade no próximo vestibular e pelos próximos 10 anos.