Além dos condutores, os comerciantes da região também consideram-se prejudicados. O gerente de negócios de uma rede de estacionamentos, Raul Schutz, ressaltou que as mudanças definitivas e as provisórias na circulação, durante as obras de complementação, são responsáveis pela perda de muitos clientes. Uma dessas alterações é na rua Coronel Vicente, bloqueada no cruzamento com a avenida Mauá. “O estacionamento que temos lá é vital, porque traz todo o público de fora, que vem pela avenida Castelo Branco. Afeta bastante, porque todo o trânsito precisa desviar”, reclamou o dono do estabelecimento.
Os motoristas precisam fazer voltas. Alguns até cometem irregularidades. Existe uma placa na avenida Júlio de Castilhos indicando que é proibido dobrar, contudo a alternativa para não fazer a manobra não está clara. Nesta quinta-feira pela manhã, por exemplo, foi possível ver diversos carros dobrando no local. “As placas não ajudam muito, porque tem muita poluição visual e muita informação”, descreveu Schutz.
A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) reconhece o problema e está trabalhando para alterar a sinalização, que precisou ser adaptada após a mudança no projeto do viaduto. O gerente de Fiscalização interino, João Carlos Ferraz, disse que todo o sistema está sendo revisto.
Os comerciantes da região procuraram a EPTC para manifestar a preocupação com a sinalização e as alterações no tráfego na área do viaduto. Por isso, deve ser marcada uma reunião na próxima semana para tratar o assunto.
O viaduto rodoviário urbano liga o Centro de Porto Alegre à saída para a zona Norte, conectando o fim da avenida Júlio de Castilhos, no início da avenida Castelo Branco, junto à Estação Rodoviária da Capital sobre a rua da Conceição. A obra tem extensão de 265 metros com oito metros de largura.