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Mulher de 74 anos espera mais de 24 horas por cirurgia em clínica privada

Demora revoltou família de aposentada, que paga mensalmente plano de saúde

Uma aposentada de 74 anos, que preferiu não ser identificada, sofreu, durante mais de 24 horas, um problema que aparentemente é exclusivo da saúde pública, mas  também atinge clínicas privadas. Por volta das 16h dessa segunda-feira, ela sofreu uma queda em sua residência, na Capital, e teve uma fratura no fêmur de uma das pernas. O ferimento exigiu uma cirurgia de emergência, mas o plano de saúde particular da aposentada só realizou o procedimento na tarde desta terça, após os parentes denunciarem a situação à imprensa.

O genro da aposentada, o empresário Claudio Gilberto Bursatto, de 49 anos, afirmou que, segundo médicos, ela poderia ter uma trombose e perder a perna se a espera prosseguisse por mais 24 horas. “É inacreditável, deparar-se com este tipo de problema, mesmo pagando mensalmente por um plano de saúde”, afirmou.

A clínica privada informou a família da mulher de 74 anos que a demora para o início da cirurgia foi execpcional. Apesar das justificativas, os parentes já estão decididos: “Assim que terminar o atendimento dela vamos trocar de plano de saúde”, disse Bursatto.

Nesta terça-feira, a repórter Marjulie Martini acompanhou, no programa Guaíba Cidades, o drama de um trabalhador que aguarda há mais de um ano e meio por uma cirurgia, pelo SUS, no HPS da Capital.