Segundo elas, as mulheres são as mais afetadas durante o trabalho de retirada. Isso ocorre, na opinião delas, já que ficam em casa e têm dificuldade ao ter que deixar as suas casas. Conforme o Comitê Popular da Copa, são 1,5 mil famílias no leito da avenida. A obra deve alargar 5,3 quilômetros da estrada. O projeto está ligado às obras necessárias para a Copa do Mundo de 2014. No total, segundo as manifestantes, oito mil famílias porto-alegrenses, cerca de 36 mil pessoas, serão afetadas por causa de obras da Copa.
Elas salientam que "as remoções, de maneira geral, têm sido feitas de forma arbitrária, onde as únicas alternativas ofertadas pela prefeitura são o aluguel social e o bônus moradia". As manifestantes alegam que a moradia adequada foi reconhecida como direito humano em 1948, com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, tornando-se um direito humano universal.