"O problema maior é com as plantações e com a pecuária", afirmou o prefeito de Tavares, Flávio Rodrigues de Souza. Ele exemplificou os danos com a produção de cebola. Segundo o prefeito, o preço que os agricultores vendem o quilo do legume normalmente por R$ 0,28 por quilo – o atual está em R$ 0,15. Além disso, continuou, os animais correm risco de ficar sem água. "As máquinas já não alcançam o lençol freático."
O prefeito também citou a pesca de camarão na Lagoa do Peixe, lembrando que a demora na liberação para prática prejudicou a situação de quem vive desse trabalho. "Estamos preocupados e agora recorremos ao Estado e à União", completou Souza. Localizado entre a Lagoa dos Patos e o Oceano Atlântico, Tavares tem 5,3 mil habitantes. Conforme o prefeito, a possibilidade de racionamento de água para a população está descartada no momento.
Devido à falta de chuvas, o Rio Grande do Sul já tem 13 municípios em situação de emergência. O último a ter o decreto homologado foi Dom Pedrito, na última sexta-feira.