O prefeito de Campinas do Sul, Néri Montepó, mesmo em férias, disse que a secretaria de Obras está limpando e abrindo novas nascentes, desobstruindo córregos de acesso entre vertentes e depósitos de água, além de construir açudes no interior do município. Até o momento, as comunidades mais atingidas pela falta de água em Campinas do Sul são as Linhas São Paulo, Engenho Grande e Creoula.
Montepó disse que ainda não é possível avaliar percentualmente os prejuízos em lavouras, principalmente de milho, mas ele estima que, se não chover até o Natal, o milho pode ter perda de 50%. Na Linha Creoula, máquinas da prefeitura abrem nascentes de água e agricultores colhem o milho para silagem do gado. Além do milho, a falta de chuvas começa a trazer preocupação nas lavouras de soja e ao abastecimento de suínos e gado leiteiro.
Água começa a ficar escassa para animais
No município de Benjamin Constant do Sul, pelo menos uma propriedade rural da Linha Batistella já recebeu cargas de água. Elas foram transportadas com auxílio de um distribuidor orgânico emprestado pela prefeitura. A água foi retirada do rio Guabiroba e começa a ficar escassa para os animais. No entanto, ainda não há registro de falta do produto para consumo humano no Alto Uruguai.
A prefeitura, contudo, já estuda a montagem de uma estrutura para atender mais pedidos de água se não chover até o natal. Ao contrário de estiagens anteriores, desta vez a falta de água começa por municípios localizados mais distantes do rio Uruguai e a Oeste de Erechim como é o caso de Campinas do Sul, Benjamin Constant do Sul, São Valentim, Faxinalzinho e Erval Grande.