O documento apresenta os danos causados ao município e, depois de homologado, pressupõe o repasse de materiais às prefeituras. Já Ibiaçá e Lagoa Vermelha, no Norte, e Getúlio Vargas, no Alto Jacuí, notificaram a Defesa Civil a respeito dos danos, mas não solicitaram auxílio material e financeiro.
Estragos
Em Osório, as rajadas de vento acima de 90 km/h danificaram mais de 300 edificações em diversos bairros, sendo 100 delas de famílias de baixa renda. A chuva e o granizo que acompanharam o vendaval destelharam casas, derrubaram postes e deixaram parte da cidade sem fornecimento de luz.
Em Santo Antônio da Patrulha, mais de 100 postes tombaram com o vento e 25 mil pessoas ficaram sem fornecimento de luz – a cidade tem 40 mil moradores. A falha persiste apenas nas localidades de Veloso e Arroio da Madeira. Segundo a Defesa Civil municipal, 300 residências foram danificadas, além de empresas de médio e grande porte.
Em Capão da Canoa, sete prédios públicos foram atingidos, entre escolas, prefeitura municipal e ginásio de esporte. Houve também danos em prédios comerciais e destelhamento parcial de 40 casas. Diversas árvores e postes tombaram com a força do vento.
Quase 100 mil afetados
O último boletim da Defesa Civil, emitido no fim da tarde dessa quinta-feira, aponta que 96,4 mil gaúchos foram afetados pela chuva e pelo vendaval. Desse contingente, 40 pessoas estão desalojadas e outras 21 estão desabrigadas, todas em Lagoa Vermelha. O número de edificações atingidas é 992.
Falta de luz pontual
Ainda há registro de falta de luz em alguns municípios, principalmente na Grande Porto Alegre. Na área de concessão da AES Sul, 5 mil clientes estão sem energia elétrica, sendo que 80% concentram-se em Canoas, Sapucaia e Esteio. Os demais, segundo a empresa, estão em pontos isolados da região de Novo Hamburgo. Já a Rio Grande Energia (RGE) registra 1,5 mil pontos em Gravataí e Cachoeirinha. A previsão da empresa é que a situação se normalize até o fim do dia.