*Com informações da repórter Bibiana Borba
Em assembleia na manhã desta terça-feira, os servidores da Capital decidiram manter a greve que já dura 14 dias. O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) acredita que a prefeitura está numa "queda de braço" com a categoria. Apesar do avanço do Executivo, ao oferecer um aumento inicial de 4% (antes era 3,5%) no parcelamento do reajuste de 8,17% já oferecido, nenhum dos lados aceita ceder sobre o corte no ponto.
A prefeitura rejeita qualquer conversa sobre o corte do ponto porque acredita que a manifestação exagerou ao impedir a entrada em prédio públicos e serviços essenciais. O Simpa afirma que não quer abono de faltas, mas a compensação dos dias. No entanto, o Executivo não aceitou negociar.
Ontem, grevistas interromperam a sessão da Câmara de Vereadores da Capital, exigindo intercessão do Legislativo para a retomada do diálogo com a Prefeitura. O município cancelou a reunião da tarde alegando que o Sindicato descumpriu acordo anterior e voltou a bloquear o prédio da Administração Municipal. O presidente da Câmara, Mauro Pinheiro (PT), recebeu o grupo e acordou a reunião do fim da tarde, com a presença do vice-prefeito Sebastião Melo e o líder do governo na Câmara, vereador Kevin Krieger (PP).
Depois da reunião, o vice-prefeito, Sebastião Melo, destacou o esforço do governo ao analisar todas as possibilidades orçamentárias e sugeriu que em setembro seja definido um calendário de pagamento.
Municipários de Porto Alegre decidem manter greve
Simpa quer compensação dos dias parados, mas Prefeitura não quer negociar