Uma reunião na manhã desta segunda-feira entre representantes do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) e da Prefeitura de Porto Alegre chegou a um fator comum para o projeto de lei que define o chamado “Efeito Cascata”. Os dois lados trabalhavam desde a última sexta-feira para elaborar um texto que resolva o impasse sobre salários e benefícios. Na semana passada, a administração municipal retirou a proposta que estava tramitando na Câmara Municipal e que era um dos principais motivos do início da paralisação que amanhã completa 14 dias.
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Os trabalhadores eram contrários à fórmula de cálculo, por afirmar que resultava em 30% de perdas salariais de 1998 até este ano. “O texto também reduzia a perspectiva de ganhos futuros e agora temos a garantia de que os servidores não terão perdas quanto ao passado e nem no futuro”, explicou o diretor do Simpa, Raul Giacobone.
O vice-prefeito Sebastião Melo, representantes da Procuradoria-geral do município e da Secretaria da Fazenda participaram da reunião com sindicato e um grupo técnico. Agora, o comitê irá escrever o projeto que deve ser enviado para Câmara posteriormente. “Antes de encaminhar para o legislativo iremos olhar para ver se o texto deixará claro tudo o que foi tratado”, afirma Giacobone.
Durante toda a manhã, os servidores ficaram em frente à sede administrativa da prefeitura. No final da manhã, a avenida Siqueira Campos em frente ao prédio voltou a ser bloqueada — cena que repete-se há duas semanas. Uma faixa preta foi colocada de um lado ao outro da via e um carro de som auxiliava no bloqueio. Por esse motivo, a reunião de negociação que aconteceria no turno da tarde de ontem acabou cancelada pela prefeitura. Uma assembleia geral da categoria está marcada para às 8h30min desta terça, no Centro de Eventos do Parque Harmonia.
Municipários e Prefeitura chegam a fator comum sobre "Efeito Cascata"
Durante toda a manhã, os servidores ficaram em frente à sede administrativa da prefeitura