Servidores municipais de Porto Alegre realizam protesto em frente à sede da Secretaria Municipal de Educação, na rua dos Andradas, a partir das 8h desta segunda-feira. O ato, promovido pela Associação dos Trabalhadores em Educação do Município de Porto Alegre (Atempa), marca o 14º dia de greve. A paralisação foi mantida por votação apertada em assembleia da categoria realizada na última quinta-feira. Na próxima terça, às 14h, uma nova assembleia, no Parque Harmonia, reavalia os rumos do movimento.
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Mesmo com a categoria dividida, o Sindicato dos Municipários afirma que cerca de 70% dos municipários — cerca de 12 mil trabalhadores — estão parados. As manifestações foram retomadas na tentativa de pressionar a Prefeitura a voltar a negociar, apesar de o prefeito José Fortunati (PDT) ter rechaçado essa possibilidade. O ponto dos grevistas na folha salarial de junho já foi cortado e promoções previstas foram suspensas.
Até agora, o Executivo ofereceu três opções para o parcelamento do reajuste dos salários, de 9,28% correspondentes à inflação. Os servidores alegam, no entanto, que todas as alternativas implicam em perdas salariais de mais de 4%. Além de exigir a reposição retroativa a maio, data base da categoria, o Simpa cobra reajuste do vale-alimentação de R$ 17 para R$ 25.
Na educação, cerca de 60% das 97 escolas municipais de Porto Alegre têm aulas prejudicadas ou suspensas, conforme o sindicato. A paralisação também afeta atendimentos de assistência social da Fasc e aumenta o tempo de espera em postos do SUS. Por decisão judicial favorável à Prefeitura, os municipários estão proibidos de repetir bloqueios a prédios e serviços públicos do Executivo, sob pena de multa diária de R$ 50 mil ao Simpa.
Municipários fazem nova manifestação no Centro de Porto Alegre nesta segunda
Na terça-feira, assembleia reavalia os rumos do movimento