Servidores municipais de Porto Alegre realizam protesto na manhã desta segunda-feira em frente à sede da Secretaria Municipal de Educação (SMED), na rua dos Andradas, no Centro da Capital, para marcar o 14º dia de greve da categoria. O grupo impede a entrada de colegas e de terceirizados no prédio, assim como de estagiários. Segundo os trabalhadores, “hoje a aula é na rua”.
O Executivo municipal já ofereceu três opções para o parcelamento do reajuste dos salários, mas os servidores alegam que as alternativas implicam em perdas salariais. Mesmo com a categoria dividida, o Sindicato dos Municipários (Simpa) afirma que 12 mil trabalhadores estão parados, o que corresponde a 70% do total.
As manifestações foram retomadas na tentativa de pressionar a Prefeitura a voltar a negociar, apesar de o prefeito José Fortunati ter afastado essa possibilidade. O ponto dos grevistas na folha salarial de junho já foi cortado e promoções previstas foram suspensas.
Na educação, cerca de 60% das 97 escolas municipais de Porto Alegre têm aulas prejudicadas ou suspensas, conforme o sindicato. A paralisação também afeta atendimentos de assistência social da Fundação de Assistência Social (Fasc) e aumenta o tempo de espera em postos de saúde.
Municipários impedem entrada de servidores na Secretaria da Educação
Protesto no Centro de Porto Alegre marcou 14º dia de greve da categoria