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Municipários liberam acesso a prédio e reavaliam greve

Servidores de Porto Alegre fazem assembleia às 14h no Parque Harmonia

Servidores de Porto Alegre fazem assembleia às 14h no Parque Harmonia
Servidores de Porto Alegre fazem assembleia às 14h no Parque Harmonia Foto : Bruna Cabrera / Especial / CP
Em greve há sete dias, os servidores municipais de Porto Alegre cumpriram com a exigência da Prefeitura para que a negociação seja retomada nesta terça-feira. Os acessos ao prédio administrativo da rua Siqueira Campos estão liberados desde o início da manhã. Segundo a diretora do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), Carmen Padilha, a ideia é manter também a via sem interrupções. Assim, os grevistas devem encontrar com o prefeito em exercício, Sebastião Melo, às 10h30min, no auditório da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), bairro Azenha

Ao longo da manhã, enquanto a direção do Simpa negocia com o vice-prefeito, professores paralisados devem ministrar aulas públicas nos fundos do prédio da Prefeitura nova, na avenida Mauá. A programação inclui uma aula aberta de História (9h30min), sobre a atuação de associações de bairros durante a ditadura militar, além de oficinas de serigrafia em roupas (10h) e de percussão (10h30min).

As propostas devem ser avaliadas em nova assembleia da categoria às 14h, no Parque Harmonia. Nessa segunda, a Prefeitura cancelou a rodada de negociação prevista devido a mais uma obstrução do prédio, que se estendeu até as 15h30min.

Devido às dificuldades de acesso ao prédio onde funciona, entre outras, a Secretaria Municipal da Fazenda, a Prefeitura ainda não confirma se o funcionalismo vai receber os salários deste mês na próxima sexta-feira. O sindicato afirma que a ameaça de atraso faz parte da pressão do Executivo para o encerramento da mobilização. Os manifestantes também podem ter descontos por conta dos dias parados.

Na última sexta-feira, os grevistas conquistaram uma das principais reivindicações: a retirada de um projeto de lei do Executivo que propunha a substituição de gratificações acumuladas por abonos. A medida, no entanto, não foi considerada suficiente para o encerramento da paralisação. Os servidores querem a garantia de que a nova proposta para corrigir o "efeito cascata" não ocasione perdas nas remunerações e planos de carreira. O PL substitutivo está sendo elaborado por técnicos da Prefeitura e ainda não tem prazo de conclusão.